Dom Pérignon, luxuoso, elegante o primeiro champanhe do mundo e da Moët ET Chandon

Dom Pérignon, comumente tido como criador do champanhe, na verdade, não queria que seus vinhos tivessem espuma.

Nada mais alegre e gratificante do que saudar a passagem do ano com estrelas imortais. Dizemos isso sob a inspiração do monge francês Dom Pérignon (1639-1715). Ao inventar o champanhe, ele teria exclamado diante do vinho borbulhante: “Estou bebendo estrelas!”. Cumprindo um desígnio mágico, ele trouxe o céu um pouco mais perto da terra, ou nos levou mais perto dele. Tanto faz. Mas não são estrelas vulgares, pois a cada ano o champanhe se impregna de melhor qualidade, sem perder a juventude e a vivacidade. O champanhe encontra a glória em poucas marcas disponíveis no mercado. É o caso do champanhe DOM PÉRIGNON.

Dados corporativos

? Origem: França
? Lançamento: 1935
? Criador: Moët & Chandon
? Sede mundial: Epernay, França
? Proprietário da marca: Moët & Chandon
? Capital aberto: Não
? Chairman: Bernard Arnault
? Diretor internacional: Daniel Gaujac
? Faturamento: Não divulgado
? Lucro: Não divulgado
? Produção: 5 milhões garrafas por safra
? Presença global: + 120 países
? Presença no Brasil: Sim
? Funcionários: 500
? Segmento: Bebidas alcoólicas
? Principais produtos: Champanhes
? Website: www.domperignon.com

 História

Nos idos do século XVII, época em que viveu Dom Pierre Pérignon, monge beneditino,  os vinhos mais reconhecidos eram os borgonheses da região de Beune. Eram tintos de extrema riqueza e os preferidos pela corte. Champagne, naquele momento, não era páreo em termos de vinhos tintos, mas esforçava-se para produzir um branco de alto nível – sem “espumas”, que até então eram considerados defeitos no vinho. Dom Pierre Pérignon , também tesoureiro da abadia de Hautvillers passou boa parte da vida, tentando criar uma maneira de acabar com a espuma que seus vinhos produziam.

Foi Pérignon, aliás, quem prescreveu usar somente uvas tintas, como a Pinot Noir, para produzir os vinhos brancos (lembrando que todo vinho é originalmente branco e só ficam tintos caso sejam macerados com a casca tinta). Contudo, os vinhos da região costumavam apresentar um grave “defeito”. Eles tinham uma instabilidade e tendiam a parar de fermentar com a chegada do frio no outono, e recomeçar a fermentação com o aumento da temperatura na primavera.

 Isso certamente não era um problema enquanto os vinhos estavam em barris, porém, o consagrado monge de Hautvillers não gostava de deixar seus vinhos muito tempo nas barricas, alegando que eles perdiam seus preciosos aromas caso não fossem engarrafados cedo. Com isso, a segunda fermentação acontecia dentro da garrafa e, como o vidro não era muito resistente, as garrafas explodiam devido à pressão gerada pelo gás carbônico.  Para se ter uma idéia, era natural andar dentro das caves com um capacete protegendo a cabeça e roupas mais resistentes para evitar cortes devido aos estilhaços de vidro de garrafas que explodiam. Tamanha fragilidade, obviamente, dificultava o comércio da abadia de Hautvillers, que era extremamente lucrativo. Por volta de 1700, seus vinhos valiam cerca de 50% mais do que os outros da região. Então, diante disso, o que Pérignon sempre quis, foi evitar essa segunda fermentação, pois ela causava prejuízo.

 Para garantir uma temperatura estável para que as garrafas não explodissem com tanta facilidade durante o período de repouso, usou-se colocá-las em adegas subterrâneas no solo calcário de Champagne. Diz-se que Dom Ruinart, colega de Pérignon, foi quem descobriu pedreiras de calcário, que haviam sido escavadas pelos romanos em tempos remotos e estavam esquecidas sob a cidade de Reims. Mesmo com esse truque, dependendo da safra, entre 20 e 90% do vinho engarrafado explodia. E além disso, os vinhos ainda costumavam ficar turvos devido à borra que se formava com a morte das leveduras durante a segunda fermentação.

O processo para retirar a borra, contudo, só viria quase 100 anos depois, em meados do século XVIII, com a viúva Nicole Ponsardin, esposa de Felipe Clicquot. Foi nas adegas da famosa Veuve Clicquot que começou o processo de remuage (que faz com que a borra vá para o gargalo da garrafa) e o dégorgement (momento da retirada do sedimento congelado).

Todo esse método de produzir vinhos em Champagne ficou conhecido como método tradicional ou Champenoise e passou a ser copiado mundo afora, pois, mesmo com a borra e as explosões, o vin mousseux (como os franceses chamam o vinho espumante) continuou ganhando fama.

Durante os anos de 1800, Champagne se tornou sinônimo de sofisticação, glamour e celebrações, sendo venerado pelos governos do mundo todo, especialmente o francês, com Napoleão Bonaparte, que teria dito: “Champagne, merecido nas vitórias, necessário nas derrotas”.

A Marca

A marca vem do nome de um monge beneditino, chamado Dom Pérignon (1639-1715). No momento em que descobriu, por acaso, o método de vinificação conhecido como champenoise ele teria exclamado diante da garrafa da nova bebida: Estou bebendo estrelas!

 A luxuosa e famosa marca DOM PÉRIGNON pertencia a Maison Mercier, produtora de champanhe, mas não era utilizada. No fim do século XIX, uma jovem da família Mercier casou com um rapaz do clã Chandon. Como parte do dote, ofereceu a marca DON PÉRIGNON. Passaram-se anos sem que o nome fosse utilizado até que, em 1935, a equipe da Moët & Chandon resolveu fazer uma homenagem especial a seu distribuidor em Londres, Simon & Brothers, que comemorava aniversário. Engarrafou com a marca parte de um lote de champanhe da safra de 1921, que estava armazenado nas caves. Embarcou as caixas para Londres e o sucesso da extraordinária bebida foi absoluto. No ano seguinte, decidiu estender a brincadeira e mandou um novo carregamento, dessa vez aos Estados Unidos. O DOM PÉRIGNON foi o primeiro champanhe cuvée (safrado), o que lhe deu enorme prestígio.

 Aos poucos, a grife recém-criada – quase por acaso – passou a ser distribuída em diversos países e tornou-se emblemática. O nome do champanhe era uma homenagem ao monge Beneditino Pierre Pérignon chefe da cava da Abadia de Hautvillers entre 1668 e 1715, que inventou a famosa bebida cheia de bolinhas desenvolvendo o método tradicional de fabricação desse vinho espumante. Não por acaso, a empresa possui uma expressiva parcela dos vinhedos que anteriormente pertenciam à célebre abadia de Hautvilliers. Porém, a Moët&Chandon não foi a primeira a usar o nome do monge em seu produto. No século 19 pequenos produtores em Hautvillers dele fizeram uso para o seu vinho.

 Em 1996, o renomado Richard Geoffroy assumiu o posto de enólogo responsável pela produção do champanhe DOM PÉRIGNON, degustando cerca de 10 mil garrafas de champanhe por ano e passando de 10 a 12 semanas por ano viajando pelo mundo para explicar a filosofia da marca. Uma década depois a marca inovou quando o famoso estilista alemão Karl Lagerfeld assinou a embalagem da edição limitada do novo champanhe DOM PÉRIGNON. Batizada de “A Bottle Named Desire” (“Uma Garrafa Chamada Desejo”), numa alusão ao filme “Um Bonde Chamado Desejo”, a bebida vinha em uma embalagem incrustada de jóias e com a assinatura do estilista ao preço de US$ 2.500.

Administração

Desde 1996, Richard Geoffroy é o enólogo responsável pela produção do Dom Pérignon.

Fontes

As informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).