Criação Publicitária e o plágio nas Olimpíadas

Criador da logo Rio-2016 reconhece semelhanças, mas nega plágio. As semelhanças não podem ser negadas, afirma Fred Gelli.

Criador da logomarca para Rio-2016, o diretor de criação da agência Tátil Design nega, porém, qualquer ponta de plágio no processo de criação daquela que será a cara dos Jogos Olímpicos no Brasil. Apesar de também enxergar traços parecidos com o logo da Telluride Foundation, ele diz que a escolha passou por uma pesquisa de seis semanas para evitar este tipo de acusação. Mas, por se tratar de um símbolo universal (pessoas se abrançando), a possibilidade de gerar polêmica era grande.

- Nunca tínhamos visto essa marca. No processo, fizemos uma pesquisa enorme em busca de semelhanças e referências que pudessem ser conflitantes. Essa, por alguma razão, passou batida. Existem outras com o mesmo conceito. Quando estamos falando de um grupo de pessoas se abraçando, é uma referência ancestral, está no inconsciente coletivo. Existe na arte rupestre, na arte indigena, espalhada em diferentes expressões artísticas. Mas achamos isso muito positivo. Quando decidimos optar por uma marca humana, queríamos traduzir o jeito carioca de ser, de abraçar quem chega. O brasileiro é o único do planeta a ter a cultura de abraçar quem nunca viu direito. Isso é absolutamente encantador. E o espírito olímpico fala da união dos povos. O princípio da nossa marca é esse – afirmou o diretor, em entrevista por telefone ao GLOBOESPORTE.COM.

Gelli lembra ainda de outra semelhança apontada, com o quadro “A dança”, do pintor francês Matisse. Ele, porém, afirma que a marca dos Jogos no Rio tem uma característica completamente diferente: o fato de ser tridimensional.

Conforme levantado em discussões em outros sites, (como a própria fonte da notícia), provavelmente a origem (ou a referência pictórica mais antiga) seja o quadro  La Danse, do pintor Matisse, feito no começo do século XX.

- A marca é radicalmente diferente por ser tridimensional. O Rio, em si, é uma escultura e as pessoas vivem dentro dela. Então, queríamos que a marca possibilitasse isso. Foi muito importante. E é uma diferença radical. Claro que existe semelhança. Mas, quando escolhemos um caminho tão universal, isso ia acontecer.

O diretor afirmou estar tranquilo em relação às acusações de plágio.

- Isso tudo é muito bom. Já esperávamos alguma polemica. Quando escolhemos um caminho tão universal, algo iria surgir. Mas a marca passou pelo crivo dos maiores especialistas em marcas intelectuais do planeta. Foram seis semanas de pesquisa e não foi identificada nenhuma marca conflito. Isso nos exime de qualquer acusação de plágio. Foram dois meses e meio lapidando a marca. O grupo que criou a marca estava lá em casa ontem e comentávamos isso. O mais louco é que nunca vimos essa marca.

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Bom… Se não for plágio então vamos analisar.

O Logo das olimpíadas do Rio, ao que tudo indica, é um plágio e pode mudar. Este artigo apresenta todos Logos e marcas dos jogos Olímpicos 1924 a 2016

Inicialmente descobri um logo do Carnaval de Salvador em 2004.

Alem desse do “semelhante” logo do carnaval de 2004, percebi tambem uma mera semelhança com o logo utilizado nas Olimpíadas de inverno de 1998 em Nagano.

Conforme levantado em discussões em outros sites, (como a própria fonte da notícia), provavelmente a origem (ou a referência pictórica mais antiga) seja o quadro  La Danse, do pintor Matisse, feito no começo do século XX.

Visivelmente, os Logos parecem ter mudado de tendência; no início eram monocromáticos e ultimamente aparecem multicolor.
Mas os Logos parecem mais simples e limpo nos últimos jogos.

Paris 1924

Continua…

Berlim  Olimpíadas 1936

Londres  1948

Helsinki  1952

Melbourne / Estocolmo  1956

Roma  1960

Tóquio  1964

México  1968

Munique  1972

Montreal  1976

Moscou  1980

Los Angeles  1984

Seul 1988

Barcelona 1992

Atlanta  1996

Sydney 2000

Atenas 2004

Beijing  2008

Londres  2012