O SEGREDO DO FELIZ ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO

Aniversário de Casamento de Antonio e Siana Soares, meus queridos, amados e apaixonados pais.  Dedico este a vocês.

Psicólogos, estudiosos, escritores, poetas, médicos e até mesmo os advogados podem  discordam em muitos pontos, todavia, todos concordam que para um casamento dar certo é preciso muita paciência, muita renúncia e muiiiita compreensão. Em verdade, discordo de todos eles. Acho que isso não diz nada. É preciso amar e creio que o segredo está na forma como meus pais vivem e deixam viver. Chegando perto da comemoração do aniversário de casamento dos meus pais, cheguei a uma questão intrigante: Qual será o segredo do casamento duradouro deles? Com tantos divórcios ocorrendo no mundo, com tanta violência doméstica, o que faz dos meus pais um casal feliz que ainda se ama depois de tanto tempo dividindo uma mesma história, um mesmo espaço, um mesmo tempo juntos?

Percebo, com eles, que as pequenas coisas são as grandes coisas. Isso pode ser expresso com pequenos gestos simples como dar as mãos na rua, nos passeios a pé, no parque, dançar abraçadinho nos escurinho de casa, dizer “te amo” apenas por dizer, ficar horas no telefone quando estão longe um do outro, enfim, serem eternos adolescentes apaixonados.

Mas não é só isso. É também ter valores e objetivos comuns.  É estar unidos ao enfrentar o mundo.  É formar um círculo de amor com toda a família (no meu caso tenho que viajar sozinho todo ano com meus pais e aturar minha irmã, em um lugar distante de amigos, namoradas e outros anexos – somente nos quatro.)

Também é proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer. É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo.

Percebo que para dar certo é preciso não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito. E para ser o companheiro perfeito é preciso ter bom humor e otimismo. Ser natural e saber agir com amor.

É saber escutar com atenção, sem interromper a cada instante.  É mostrar admiração e confiança, interessando-se pelos problemas e atividades do outro.  Perguntar o que o atormenta, o que o deixa feliz, por que está aborrecido.  É ser discreto, sabendo o momento de deixar o companheiro a sós para que coloquem em ordem seus pensamentos. É distribuir carinho e compreensão, combinando amor e poesia, sem esquecer galanteios e cortesia.

É ter sabedoria para repetir os momentos do namoro.  Aqueles momentos mágicos em que a orquestra do mundo parecia tocar somente para os dois.  É ser o apoio diante dos demais.  É ter cuidado no linguajar, é ser firme, leal. É ter atenção além do trivial e conseguir descobrir quando um se tiver se empenhado na apresentação para o outro: um novo corte de cabelo, uma vestimenta diferente, detalhes pequenos, mas importantes.  É cultivar o desejo constante de superação.  É responder dignamente e de forma justa por todos os atos.  É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro.

O amor real, por manter as suas raízes no equilíbrio, vai se firmando dia a dia, através da convivência estreita.  O amor, nascido de uma vivência progressiva e madura, não tende a acabar, mas amplia-se, uma vez que eles passam a conhecer vícios e virtudes, manias e costumes de um e de outro.  O equilíbrio do amor promove a prática da justiça e da bondade, da cooperação e do senso de dever, da afetividade e advertência amadurecida. Espero de todo coração, que esse pensamento faça com que muitos, como eu, compreendam a importância dos pequenos grandes gestos e façam com que seus relacionamentos sejam um dia, próximo aos que meus pais tem hoje. Esse valor “próximo” , o qual cito, pode ser um décimo do que presencio diariamente. Se um dia eu conseguir isso, tenho certeza que serei muito feliz com minha esposa/parceira/amiga/amante e namorada (só espero que elas nunca se encontrem – brincadeirinha!).